sábado, 25 de dezembro de 2010

Com Jesus


A renúncia será um privilégio para você.


O sofrimento glorificará sua vida.


A prova dilatará seus poderes.


O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.


O sacrifício sublimará seus impulsos.


A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.


A calúnia lhe honrará a tarefa.


A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.


A angústia purificará suas esperanças.


O mal convocará seu espírito à prática do bem.


O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.


A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.


Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
André Luiz - Espírito

Brilhe vossa luz

Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...


Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida.


Viajores partem, viajores tornam.


Como é difícil atingir o porto de renovação!
Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!...


Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida.

Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu os enigmas da alma, não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia, não era teólogo e revelou a fé viva, não era sacerdote e fez o sermão inesquecível, não era diplomata e trouxe a fórmula da paz, não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito, não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi o sábio dos sábios, não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos Livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis, não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há quase vinte séculos, não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior, não era físico e edificou o equilíbrio da Terra, não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança....


Ele foi o Mestre ,o Salvador, o companheiro ,o Amigo Certo,


humilde na manjedoura , devota no amor ao infeliz sublime em toda as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.


Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformaram em servidores do mundo por amor ao seu amor!


Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestre, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago, dentro da noite espessa.
A filosofia é o sistema de indagação que auxilia a pensar.
A religião, porém, é a bússola brilhante, indicando, desde a Terra, o caminho da ascensão.


“Brilhe a vossa luz”, disse o Mestre Inesquecível.


Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.
Não importa seja essa lâmpada pequenina.


A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.


É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação.




LIVRO: APOSTILAS DA VIDA - PSICOGRAFIA CHICO XAVIER
ESPÍRITO: ANDRÉ LUIZ

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O objetivo do trabalho De Jesus

[...] As biografias de Cristo revelam que ele objetivava não reformar o homem, mas produzir uma transformação em seu interior, reorganizar intrinsecamente sua capacidade de pensar e viver emoções. Cristo objetivava produzir um novo homem. Um homem solidário, tolerante, que supera as ditaduras da inteligência, que se vacina contra a paranoia do individualismo, que aprende a cooperar mutuamente, que aprende a se conhecer, que considera a dor do outro, que aprende a perdoá-lo, que se interioriza, que se repensa, que se coloca como aprendiz diante da vida, que desenvolve a arte de pensar, que expande a arte de ouvir, que refina a arte de contemplação do belo[...]

Augusto Cury. In Ánálise da Inteligência de Cristo, p.121. 20º ed

domingo, 19 de dezembro de 2010

Jesus Cristo




Judeu da Galiléia e fundador do Cristianismo, nascido em Belém, cidade da Judéia meridional, nos últimos anos do reinado de Herodes o Grande, quando Roma dominava a Palestina e Augusto era o imperador. Independente da óptica religiosa, produziu uma das alterações mais profundas na história das civilizações, seja como sua imagem de Filho de Deus ou de moralista sonhador ou de revolucionário. O aparente paradoxo sobre o ano de seu nascimento deve-se a um erro de datação atribuído ao monge Dionísio o Pequeno, encarregado pelo papa, no século V, de organizar um calendário, e o dia 25 de dezembro foi fixado no ano 440 da nossa era como data do seu nascimento com o fim de cristianizar a festa pagã realizada naquele dia. O principal testemunho sobre sua existência são os quatro evangelhos, base da fé cristã, onde estão relatadas suas palavras e obras e as reações de seu povo, escritos originalmente em grego, se bem que o de Mateus pode provir de um texto anterior, em aramaico, aparentemente escritos antes do ano 80, exceto o de João, escrito no final do século I. Esses escritos coincidem entre si e com relatos de historiadores da época, como o judeu Flávio Josefo, historiador da corte romana de Domiciano e o maior dos historiadores romanos, Tácito. Filho de José, carpinteiro de Nazaré, na Galiléia, e sua esposa, a Virgem Maria, nasceu quando seus pais estavam em Belém por causa de um recenseamento. Como a notícia de que teria nascido aquele que seria o rei dos judeus, e como não sabia do seu paradeiro, Herodes ordenou uma matança de todas os meninos de Belém e no seu território, com até dois anos de idade (Mt 2:16), mas ele escapou da matança porque seus pais fugiram para o Egito, onde permaneceram até a morte de Herodes, alguns meses após, quando então José decidiu regressar com sua família e estabeleceu-se em Nazaré, e onde Jesus passou a maior parte de sua vida trabalhando com o pai nas tarefas de carpintaria. Sua primeira aparição pública, aos 12 anos, segundo Lucas, deu-se quando a família visitava Jerusalém e seus pais o encontraram entre os doutores do Templo, ouvindo-os e interrogando-os. Segundo a tradição, aos trinta anos encontrou-se, na Judéia, com seu primo João Batista, filho de Zacarias, famoso na região do Jordão por pregar o batismo como sacramento de penitência para o perdão dos pecados, sendo também por João batizado.
 Iniciou a pregação da boa nova, o evangelho para os gregos, ou seja, a realização das profecias sobre o Messias e a instauração do reinado de Deus sobre o mundo a partir de Israel.
Seguiu-se então acontecimentos impressionantes como o jejum no deserto, durante quarenta dias e quarenta noites, o episódio das bodas de Caná, primeira manifestação do seu poder divino, a expulsão dos mercadores do templo, a prisão de João Batista e o episódio da mulher samaritana. Iniciando sua pregação intinerante e a realização dos inúmeros milagres, foi da Samaria à Galiléia e, rejeitado em Nazaré, chegou a Cafarnaum, às margens do lago Tiberíades ou mar da Galiléia, onde aconteceu o episódio da pesca milagrosa, e catequizou seus primeiros apóstolos: Simão Pedro, seu irmão André e os filhos de Zebedeu, Tiago e João, mais Filipe e Natanael, ex-discípulos de João Batista. Aos 31 anos completou seus 12 apóstolos, todos eles galileus, realizou o famoso sermão da montanha e pregou suas mais notáveis parábolas, com as quais transmitia sua doutrina ao povo, aos sacerdotes e a seus seguidores. No período de seus 32 anos aconteceu a morte de João Batista por ordem de Herodes Antipas, e os dois grandes milagres: a multiplicação dos pães e dos peixes e a ressurreição de Lázaro. Também neste período ensinou no templo de Jerusalém, estabeleceu o primado de Simão, a quem chamou Pedro, e em presença dele, de Tiago e de João, realizou o prodígio da transfiguração e entrou triunfante em Jerusalém.
À época do seu nascimento, a Galiléia era um conhecido foco da resistência judia contra Roma. O povo judaico esperava por um salvador revolucionário e libertador que recuperasse sua independência política perdida desde o exílio da Babilônia, no fim do século VI a. C., e depois de dominados por outros povos, tinham passado ao poder de Roma (63 a.C). Portanto a sua pregação, para muitos judeus, estava longe de ser coerente com a missão divina de ser o rei dos judeus. Aos 33 anos, foi considerado blasfemo e acusado de conspirar contra o César, quando Tibério era o imperador de Roma. Aprisionado no horto de Getsâmani, foi levado até ao pontífice Anás e, ante Caifás, o príncipe dos sacerdotes, com quem se haviam reunido os escribas e os anciões, e passou a ser submetido a um processo religioso. Mais tarde, foi conduzido à residência do procurador romano da Judéia, Pôncio Pilatos, que sem entender a revolta da polpulação, o enviou a Herodes Antipas. Por um gesto político de Herodes, foi devolvido a Pilatos, que não achando delito nenhum naquele homem, mas diante à pressão dos chefes de Israel e de uma multidão incitada por eles, ainda propôs uma permuta de prisioneiros. Porém a maior parte da multidão optou pela soltura do prisioneiro político Barrabás quando da opção de troca proposta pelo governo. Então pronunciou a sentença da condenação de Jesus à morte na cruz, depois de declarar-se inocente de seu sangue.
De acordo com as leis romanas, foi flagelado e teve que carregar a cruz até a colina do Calvário, no monte Gólgota. Ali foi crucificado junto com dois malfeitores comuns, no dia 7 de abril (30), com pouco mais de 33 anos de idade.

Texto extraído da internet